Perguntas do lisboeta ao pastor alentejano

Pastor

Um lisboeta em passeio pelo Alentejo, encontra um pastor a guardar o seu rebanho de ovelhas. Mete conversa com ele e pergunta: “Então amigo, essas ovelhas devem dar boa carne…”. Responde o pastor: “Depende… Está falando das brancas ou das pretas?”. Diz o alfacinha: “Eh pá, não interessa… pode ser das pretas!”. Informa o pastor: “Ah… as pretas dão boa carne, sim senhor!”. Pergunta o lisboeta: “Então e as brancas?”. Diz o Alentejo: “Também!”. O homem da capital não e contem e faz uma nova pergunta: “E então… a lã deve ser muito boa…”. Diz o pastor: “Depende… está falando das brancas ou das pretas?”. Responde o lisboeta já meio intrigado: “Olhe… das brancas, por exemplo…”. Responde o Alentejo, com toda a calma do mundo: “Ah… sim senhor, a lã é muito boa!”. E pergunta o alfacinha: “Aí é? E então as pretas?”. Diz o pastor: “Também!”. A esta altura da conversa, o lisboeta já pensava que o pastor estava a gozar com ele… mas foi fazendo mais algumas perguntas, sempre recebendo, como resposta, a perguntinha da ordem se eram as brancas ou as pretas. Escolhida a cor, a resposta era sempre o tradicional “também”. Assim, o lisboeta, já chateado, com a conversa, pergunta, já azedo: “Olhe lá… porque é que você pergunta sempre se são das brancas ou das pretas?”. E responde o pastor: “Não leve a mal mas… sabe, é que as pretas são minhas…”. E pergunta o lisboeta: “Aí é? E então as brancas?”. Responde o alentejano: “Também!”.

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